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Etanol: Análise Cepea - além de SP, hidratado também se valoriza em GO, MS, PR e MG

terça, 22 de novembro de 2016 às 11h36
Influenciados pelo comportamento do mercado paulista, os preços médios do etanol hidratado nos demais estados do Centro-Sul pesquisados pelo Cepea também estão maiores nesta safra (2016/17). Em Goiás (considerando-se vendas para dentro do estado), os valores atuais estão 11,7% superiores, em Mato Grosso do Sul (vendas para fora do estado), 9,6%, no Paraná (qualquer destino), 7,7% e em Minas Gerais (regiões do Triângulo Mineiro e central do estado), 7,5%, comparando-se a parcial desta temporada (abril a outubro) com igual intervalo da safra anterior, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-M de out/16). Em SP, a valorização real é de 10,4% no mesmo comparativo, conforme o Indicador mensal CEPEA/ESALQ, em R$ 1,5685/litro na parcial da safra 2016/17.

Ainda que cada mercado carregue suas especificidades em termos de produção e demanda, existe uma forte correlação entre os preços do hidratado em SP e nos demais estados produtores da região Centro-Sul. Isso ocorre quando há possibilidade de transferência do combustível entre os estados, ou seja, há um processo de arbitragem.

Outro fator que faz com que exista certa similaridade nas tendências dos preços entre estados de uma mesma região está relacionado a mudanças semelhantes na produtividade da cultura, dadas as condições econômica/financeira e climáticas parecidas.

Na última semana (de 14 a 18 de novembro), o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado (SP) recuou 0,4% em relação à anterior, passando para R$ 1,874/l. Para o anidro, a baixa foi ainda maior, de 2,5%, com o Indicador a R$ 2,0567/l.

Compradores abastecidos seguiram com baixo interesse em novas aquisições. Do lado das usinas, algumas unidades que estavam ausentes nas últimas semanas se mostraram mais ativas, por conta da necessidade de “fazer caixa”.

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa do hidratado, posto Paulínia (SP), fechou a R$ 1.803,00/m3 (sem impostos) nessa sexta-feira, 18, baixa de 0,8% sobre a sexta anterior. A entrada de etanol de outros estados, em específico de Mato Grosso do Sul, reforçou a pressão sobre as cotações. O preço do hidratado posto usina de MS, somado ao valor do frete até a base de Paulínia, deixou o mercado pouco competitivo para algumas usinas paulistas.

Em relação à paridade entre os produtos sucroenergéticos, cálculos do Cepea mostram que, na última semana, o açúcar remunerou 58% a mais que o anidro e 64% a mais que o hidratado. O anidro remunerou 3% a mais que o hidratado. O preço médio do anidro que seria equivalente ao do açúcar cristal foi calculado em R$ 3,2576/litro (sem impostos). Para obter equiparação com o açúcar, o hidratado precisaria ter tido média de R$ 3,0735/litro (sem impostos). O valor do hidratado que seria equivalente ao do anidro teria que ser de R$ 1,9413/litro (sem impostos).

Nas bombas, na semana de 13 a 19 de novembro, o preço do etanol hidratado do estado de São Paulo foi de R$ 2,675/litro, em média, ligeira queda de 0,2% em relação à semana anterior. A gasolina C foi cotada, em média, a R$ 3,495/litro, pequena baixa de 0,4% no mesmo período. Com isso, a relação média entre os dois combustíveis passou para 76,5% nas bombas do estado de SP.

Na Bolsa de Chicago (CME/CBOT), o contrato de anidro combustível desnaturado (primeiro vencimento – Dezembro/16) subiu 3% entre as duas últimas sextas-feiras, com média semanal de US$ 1,5366/galão (US$ 405,97/m³). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato futuro de crude oil com vencimento em Dezembro/16 teve média de US$ 45,16/barril na semana, alta de 5,3% na comparação entre as duas últimas sextas-feiras.

Fonte: Cepea/Esalq