Biosul - Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul Biosul - Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul

Institucional

Histórico do Setor

O cultivo de cana-de-açúcar teve início em Mato Grosso do Sul em meados dos anos 70, com a primeira safra registrada no ano de 1.978 com volume de 91.701 toneladas de cana-de-açúcar e 2.095 litros de etanol anidro. O país vivia um momento de crescimento e o programa Proálcool foi um dos impulsores do setor sucroenergético e da sua expansão no território brasileiro. Na safra seguinte, Mato Grosso do Sul iniciou também a produção de etanol hidratado.

Uma década mais tarde, o setor enfrentou a sua primeira crise. No Estado a produção estagnou em torno de 3 milhões de toneladas por sete safras seguidas. Na safra 1988/1989 foi registrada a primeira produção de açúcar em MS, com volume de 14.801 toneladas.
A partir de 1.995 a produção deu sinais de retomada e voltou a crescer acompanhando o movimento nas demais regiões do país. Nesse período, a produção de cana-de-açúcar no Estado alcançava o volume de 4,6 milhões de toneladas.

Acesse aqui dados históricos da produção em Mato Grosso do Sul

Na década seguinte o setor sucroenergético brasileiro experimentou outro momento importante onde os estados de Mato Grosso do Sul e Goiás e o Triângulo Mineiro protagonizaram uma nova expansão do cultivo de cana.

Em Mato Grosso do Sul, a safra passou de 9 milhões de toneladas (2005/2006) para 33.520 milhões de toneladas, um crescimento de 271%, o maior entre os Estados produtores.

Por volta de 2005, a atividade já vivia o início da colheita mecanizada, um divisor de águas para o segmento. Com esse avanço, a colheita manual foi minimizada para particularidades de relevo. No Estado, trabalhadores do campo passaram por cursos de recolocação profissional, com formação para atuação em novas funções que o setor sucroenergético exigia para maquinários, cultivo, lavoura e indústria, evitando assim um excedente de mão de obra desempregada.

Outro marco foi o início da exportação de bioeletricidade para o Sistema Nacional Integrado. Desde o início da atividade no Estado as usinas eram autossuficientes no consumo de energia, e a partir de 2009 iniciaram a venda do excedente para o Sistema Integrado Nacional.

Com isso, Mato Grosso do Sul se tornou uma das fronteiras promissoras para o cultivo da cana-de-açúcar com clima favorável e área para cultivo sem necessidade de desmatamento. De 2006 para 2016, a produção passou de 11,6 milhões de toneladas para 50,2 milhões, colocando o Estado como o 4º maior produtor de cana-de-açúcar do país (IBGE), o 4º maior produtor de etanol, o 5º maior produtor de açúcar e o 3º maior exportador de bioeletricidade para a matriz energética brasileira.

A indústria sucroenergética é responsável por 23.390 empregos diretos e 70.170 indiretos (RAIS/Caged) em Mato Grosso do Sul, sendo a melhor média salarial da indústria no valor de R$ 2.798,21.  Ao todo, o setor injeta por ano R$ 627 milhões em salários na economia do Estado. 

Atualmente, as usinas instaladas em território sul-mato-grossense são responsáveis pelo cultivo de 800 mil hectares, 2,2% da área de Mato Grosso do Sul. São 19 usinas em operação e 2 projetos em andamento. Dessas, todas produzem etanol hidratado, 11 etanol anidro, 10 produzem açúcar e 12 exportam o excedente de bioeletricidade para o Sistema Interligado Nacional.

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